
STEM no Brasil: como está revolucionando o ensino superior
GraduaçãoPor Marina Dias
04/04/2025 • 3 min de leitura
O termo STEM no Brasil tem ganhado cada vez mais destaque devido à sua abordagem educacional inovadora, que alia tecnologia, aprendizado prático e preparação para o mercado de trabalho. Mas você já se perguntou quais são os reais impactos dessa metodologia para o ensino superior no país? É o que vamos ver neste artigo!
Ao integrar as disciplinas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, o STEM incentiva o desenvolvimento de habilidades essenciais para impulsionar a inovação no país.
No ensino superior, a educação STEM tem sido adotada em cursos voltados para áreas de alta demanda, como Inteligência Artificial, Big Data e Engenharia de Software. A interdisciplinaridade e a ênfase na resolução de problemas reais tornam esse modelo essencial para formar especialistas qualificados e atender às necessidades do mercado.
Neste artigo, vamos explorar os desafios e avanços do STEM no Brasil e como essa metodologia está transformando o ensino superior brasileiro. Boa leitura!
O que é STEM e por que é tão importante?
A sigla STEM vem de Science, Technology, Engineering and Maths (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e, em poucas palavras, trata-se de uma abordagem educacional prática e interdisciplinar.
Esse modelo educacional surgiu nos Estados Unidos como uma resposta à crescente necessidade de profissionais qualificados nessas áreas e rapidamente se expandiu para diversos países.
Essa abordagem rompe com o ensino tradicional ao combinar teoria e prática, formando profissionais mais qualificados para um mercado cada vez mais tecnológico e estimulando habilidades como criatividade, pensamento crítico e trabalho em equipe.
Sendo assim, sua importância é evidente no mercado de trabalho atual. No Brasil, sua adoção pode impulsionar a inovação e fortalecer a educação superior com o ensino de novas tecnologias, contribuindo para o desenvolvimento do país.
STEM no Brasil: desafios e avanços na educação superior
Embora o conceito de STEM esteja se consolidando globalmente, no Brasil sua implementação ainda enfrenta desafios. Confira os principais a seguir:
Desafios na equidade de gênero
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apesar do crescimento na América Latina e no Caribe – onde 41% das pessoas graduadas em STEM são mulheres – elas ainda representam a minoria na educação do ensino superior e no mercado de trabalho.
Diante desse cenário, algumas iniciativas de incentivo às mulheres na tecnologia estão sendo cada vez mais criadas a fim de reduzir essa desigualdade e promover maior diversidade no setor.
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Falta de interdisciplinaridade na formação de professores
Outro desafio é a capacitação docente. Segundo o Panorama de Educação STEM no Brasil, realizada pelo British Council em parceria com a Fundação Carlos Chagas, um dos maiores desafios no Brasil é a falta de interdisciplinaridade na formação dos professores.
Essa lacuna dificulta a implementação do STEM de maneira efetiva no ensino superior. Nesse contexto, se o Brasil continuar investindo nessa metodologia, poderá incentivar a formação continuada dos profissionais e prepará-los para o futuro.
Alta demanda do mercado e escassez de profissionais qualificados
O recente relatório “Futuro do Trabalho“, realizado pelo Fórum Econômico Mundial e Fundação Dom Cabral (FDC), revela as tendências para o mercado de trabalho entre 2025 e 2030.
Segundo a pesquisa, as profissões ligadas à tecnologia estão entre as 15 carreiras do futuro. No entanto, o Brasil ainda enfrenta um déficit significativo de profissionais qualificados nessas áreas, o que reforça a necessidade de expandir a educação STEM.
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O impacto do STEM na empregabilidade e inovação no Brasil
Como vimos, o STEM tem um impacto direto na empregabilidade e na inovação no Brasil. Afinal, os profissionais formados em áreas STEM são altamente demandados em diversos setores.
Com o avanço da transformação digital, empresas buscam cada vez mais talentos qualificados para atuar em áreas como Inteligência Artificial (IA), Ciência de Dados e Automação.
Além disso, a inovação é impulsionada por profissionais capacitados nessas áreas. Startups de tecnologia, centros de pesquisa e indústrias dependem de engenheiros, cientistas e desenvolvedores para criar soluções inteligentes.
Nesse sentido, o fortalecimento do STEM no ensino superior é essencial para transformar o Brasil em um polo tecnológico e de inovação.
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Descubra onde estudar STEM no Brasil
Em suma, o STEM no Brasil está em crescimento e representa uma grande oportunidade para quem deseja se especializar em uma área promissora. Apesar dos desafios, algumas iniciativas estão sendo desenvolvidas para fortalecer essa abordagem e contribuir para a inovação no país.
Portanto, se você deseja se especializar na área, diversas universidades e instituições de ensino já oferecem cursos baseados na abordagem STEM. O UniSENAI, por exemplo, tem investido em formações alinhadas às necessidades reais do mercado, como a Pós-graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial.
Esse curso EaD é uma ótima oportunidade para quem deseja dominar as tecnologias mais inovadoras do mercado e aprender a transformar dados em soluções inteligentes.
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