Desenvolvedor júnior: você sabe o que é preciso para iniciar na profissão?

Desenvolvedor júnior: você sabe o que é preciso para iniciar na profissão?

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Desenvolvedor júnior: você sabe o que é preciso para iniciar na profissão?

16/09/2021 5 min de leitura

Não é novidade para ninguém: o setor de tecnologia cresceu substancialmente nos últimos anos. 

Uma das poucas áreas em que sobram vagas e faltam profissionais, a área de Tecnologia da Informação ainda deve gerar mais de 400 mil novos empregos até 2024, segundo o Relatório Setorial de TIC 2019, da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Esse crescimento foi ainda mais impulsionado durante a pandemia do coronavírus. Isso porque lojas que antes vendiam apenas de forma presencial, tiveram que se adaptar às novas formas de consumo, criando lojas virtuais, os chamados e-commerces. Instituições de ensino que ainda não possuíam a modalidade de ensino à distância, também tiveram que se adequar. E não para por aí.

Essa rápida evolução tecnológica que modifica os hábitos tradicionais, também chamada de transformação digital, afetou os mais diversos setores, que, de uma forma ou de outra, tiveram que evoluir as suas tecnologias a fim de atingirem seus públicos – que, durante muito tempo, estiveram em isolamento social.

Mesmo que aos poucos, o mundo vá voltando a sua normalidade e as pessoas voltem a sair de suas casas, esses novos hábitos de consumo não regressarão. Isso porque, a facilidade e a economia que o mundo digital traz para os clientes, usuários e para as próprias empresas, é fascinante.

Quem faz parte dessa inovação

Para que seja possível criar novos softwares, sites ou apps ou até mesmo melhorar os já existentes para que funcionem da forma esperada, é necessário o conhecimento de diversos profissionais, em especial o chamado de desenvolvedor. Esse profissional é o responsável por participar da concepção do projeto, fazer testes constantes e desenvolver ou otimizar novas funcionalidades.

Ou seja, o desenvolvedor é parte do pilar fundamental para o avanço e desenvolvimento de novas tecnologias.

Um bom exemplo disso, é a inteligência artificial. Sem os profissionais desenvolvedores, essa tecnologia não existiria. Eles são os responsáveis por pensar, planejar, conceber, testar e melhorar constantemente esse tipo de tecnologia.

Afinal, o que faz um desenvolvedor?

Conforme já dito, o desenvolvedor é o profissional responsável por criar e melhorar sites, softwares e aplicativos por meio de uma linguagem própria, chamada de linguagem de programação.

Dando instruções específicas para o computador por meio dessa linguagem, o desenvolvedor elabora e implementa desde a parte visível do site ou sistema, por exemplo, – aquela em que o usuário interage, chamada de front-end – quanto a parte que não é visível – os códigos do servidor -, conhecida como back-end.

O desenvolvedor que trabalha com essas duas vertentes, tanto o front-end quanto o back-end, é conhecido como desenvolvedor full stack.

Hoje, existe também o desenvolvedor mobile, responsável por conceber, elaborar e implementar aplicativos de celular.

Mercado de trabalho para desenvolvedores

Diferente do que se vê nas mais diversas áreas do mercado de trabalho, o setor de tecnologia tem muitas vagas abertas e bastante dificuldade de contratar profissionais, principalmente desenvolvedores juniores. Ou seja, por incrível que pareça, a demanda é muito mais alta do que a quantidade de profissionais capacitados anualmente para os cargos. Isso quer dizer que é uma das profissões mais promissoras para os próximos anos.

Um estudo feito pela GeenHunter, uma plataforma de recrutamento para desenvolvedores, indicou que a faixa salarial para esses profissionais (juniores, plenos e seniores) em 2021 é de 4  – 14 mil reais. Uma das melhores na área de Tecnologia da Informação.

Outra característica bastante relevante sobre a profissão é a possibilidade de trabalhar remotamente de qualquer lugar do mundo e fazer o seu próprio horário.

Sim! Na área de tecnologia, essa já é uma realidade. O profissional trabalha com entregas e prazos e, portanto, pode escolher qual o melhor horário e lugar para trabalhar, desde que entregue o que foi acordado no dia em que foi acordado.

Outra particularidade é que não é necessário um curso de graduação. No Brasil, existem cursos menos extensos que formam desenvolvedores.

É importante lembrar que apenas a alta demanda e a falta de profissionais não é suficiente para você ter uma carreira de sucesso e ser bem remunerado na área: é preciso ir além. Por isso, separamos algumas dicas para você ter mais facilidade em iniciar na profissão.

Como se tornar um desenvolvedor júnior? Confira algumas dicas

1 – Busque conhecer o universo da programação

Primeiro de tudo, você tem que estar por dentro da área de tecnologia, principalmente no setor de desenvolvimento e programação. Pesquise sobre a área, converse com outros profissionais, escute podcasts sobre o assunto… Tanto para ter certeza de que você se identifica com esse estilo de profissão, quanto para conhecer e decidir qual enfoque você pretende dar (se quer ser front-end, back-end, full stack ou mobile). 

Você precisa descobrir se vai gostar mesmo de programar. É uma profissão que exige dedicação de tempo e muita concentração, por isso, fazer só pela demanda e pelo salário não é uma opção.

2 – Desenvolva o seu raciocínio lógico

Das habilidades mais importantes de um desenvolvedor, o raciocínio lógico é a principal delas. Isso porque, o profissional lida diariamente com problemas e equações que precisam ser resolvidas por meio da linguagem da programação.

3 – Tenha a visão do todo

Mesmo que você decida se especializar em front-end, back-end, full stack, mobile ou em uma linguagem de programação específica, ter a visão do todo é essencial. Isso fará de você um profissional versátil. Não precisa conhecer a fundo todas as vertentes, mas ter uma noção de todas elas é um excelente caminho.

4 – Mantenha-se atualizado

A tecnologia está em constante desenvolvimento e evolução, e os profissionais desenvolvedores também. Por isso, não vai dar para parar no tempo. Tanto antes de iniciar quanto quando você já estiver inserido no setor, precisa sempre se manter atualizado sobre a área. Acompanhar as novas tecnologias, testá-las, buscar a troca de experiências com outros profissionais são atitudes imprescindíveis para se manter evoluindo na área de tecnologia.

5 – Busque a fluência em inglês

Por se tratar de uma profissão que possibilita que você trabalhe de qualquer lugar do mundo para qualquer lugar do mundo, é desejável que você desenvolva o seu inglês. Isso porque, ganhar em dólar é muito atrativo e o trabalho remoto em empresas estrangeiras já é uma realidade para muitos desenvolvedores brasileiros.

6 – Capacite-se!

Não existe uma receita para alguém se tornar um bom desenvolvedor júnior. É necessário se capacitar. Por isso, buscar um bom curso é a solução. E não precisam ser cursos longos, como já citamos anteriormente.

Instituições como o SENAI, identificaram a dificuldade das empresas em contratar desenvolvedores juniores e lançaram cursos excelentes que não só formam esses profissionais mas também preparam-os e os inserem no mercado de trabalho.

O DEVInHouse, curso do SENAI, em um período de 9 meses, forma um DEV Junior através de aulas voltadas para as necessidades do mercado e para a experiência prática através de situações reais trazidas por empresas.

No curso, o aluno utilizará ferramentas e métodos padrões no mercado de TI, desenvolverá projetos reais, vai vivenciar a cultura da profissão, terá mentorias de desenvolvedores seniores e, claro, tudo isso, tanto na teoria quanto, na prática com a excelência de ensino de costume do SENAI.

E o melhor: o aluno tem grandes chances de finalizar o curso já empregado. Tanto porque o SENAI tem um índice de empregabilidade fantástico – 8 em cada 10 alunos dos Cursos Técnicos estão empregados – quanto pela própria estrutura do curso. São 30 vagas de DEVJr disponibilizadas pelas empresas, exclusivamente para os alunos do curso DEVInHouse.